sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sentidos


Por: Raquel Donegá


A química tem dessas coisas
que a gente nunca pode explicar
mas a Chapeuzinho Vermelho
me levou a pensar


"Que olhos grandes você tem..."
Já sabendo ter algo errado
o olhar revela o outro
tem da alma o cadeado


"Que orelhas enormes você tem..."
pois sabia que era ouvida
mas falava com a mesma doçura
que aos outros alegrava a vida

"Que mãos peludas e grandes você tem..."
já antecipando o toque
e o desejo de ser possuída
por tudo que lhe provoque


"Que nariz enorme você tem..."
disse sabendo que era doce o cheiro
que seu corpo exalava no ar
e estremecia o lobo inteiro

"Mas que boca grande você tem..."
Disse a chapeuzinho já preparada
pois ter reconhecido seus sentidos
a deixou mais que encantada.

  Chapeuzinho foi um exemplo
da nossa forma de selecionar
quem pensa que não usa os sentidos
está certamente a se enganar...


Dedicatória: Às Chapeuzinhos e aos Lobos


Originalmente postado por Raquel Donegá em http://raqueldonega.blogspot.com 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Minhas coisas do Millôr

Por: Dom Godofredo


Não vou fazer apresentação sobre Millôr Fernandes (tem muita coisa escrita sobre ele em toda a net e fora dela). Sucesso absoluto ainda hoje no Vice-Reino, pra mim, Millôr é um filósofo, filosofando tudo com sagacidade e humor maravilhosos. Minhas coisas do Millôr são os escritos  que mais gosto do Millôr (meio óbvio rsrsrsrs). São tantos que não terei como colocar tudo nessas páginas. Mas vou postando um tanto de cada vez...


 Millôr Fernandes


“A Igreja continua contra o aborto. O papa ainda não descobriu seu lado feminino.”

 
“A sociologia burocrática é uma atividade tão perniciosa quanto a psicanálise astrológica ou a cirurgia espírita”

“E pro frescobol, nada? Tudo!: O mais belo esporte. Ágil, elegante, simples, se joga seminu(a) junto ao mar. Além disso tem uma superioridade indiscutível sobre qualquer outro esporte. É esporte mesmo, praticado pelo simples exercício do espírito lúdico. Até hoje, felizmente, não apareceu nenhum idiota pra inventar contagem de pontos no frescobol. O único esporte em que ninguém ganha.(Glória das poucas que me interessam: nos anos cinqüenta foi o nosso grupo, no posto quatro, em Copacabana – logo depois transferido pro Arpoador, em Ipanema – que inventou o frescobol)”

 
“Deus escreve errado por linhas erradas/ Com nuvens nonsense no firmamento/ E corrige erro com mais erro/ Com a borracha ocasional do vento.”
 
“O psíquico foi inventado numa tarde de sábado, na Áustria, país que já no início do século tinha três poderes: executivo, legislativo e anti-semitismo. Daí Freud partiu para a descoberta de que o ser humano não é o resultado das forças de produção como dizia Marx, e que o buraco, literalmente, era mais embaixo, no psíquico: na verdade mais em cima. E criou a psicanálise, filosofia que de hipótese em hipótese chega sempre a absoluta teoria.”


“Violência, terremoto,/Fome e promiscuidade./Dão cada foto!”

“Coroa, no sentido de velha,  vem do inglês, crown. Sempre que tem que se referir a alguma decisão ou ação de uma rainha, os ingleses dizem (na televisão e no rádio) e escrevem (nos jornais): ‘A coroa ordenou’; ‘A coroa recomendou’, etc. Uma falta de respeito surpreendente em ingleses.”


“Consulta aí, por favor, o Livro da Ética, última edição: a gente ainda é obrigado a falar bem dos mortos?”


“EU POSSO NÃO SER UM BOM EXEMPLO. MAS SOU UM BOM AVISO.”



p.s - Todos os escritos do Millôr aqui postados foram retirados da excelente coletânia MILLÔR DEFINITIVO - A BÍBLIA DO CAOS publicada pela L&PM POCKET. Preço: R$ 22,00.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Narcotráfico



Uma das cenas mais transmitidas e retransmitidas pela TV na passagem de ano foi a da Igreja da Penha, na cidade do Rio de Janeiro, bem iluminada e com fogos brindando a população da zona norte do Rio com luz e alegria pela  passagem do ano e a eliminação do tráfico na comunidade.   

Igreja da Penha
O Estado do Rio de Janeiro  com a decisão política forte de um governador brilhante, através da  sua secretaria de segurança pública e  da ação consistente da elite das polícias civil, militar e federal deram orgulho ao país mostrando que o Estado PODE e DEVE tomar medidas impactantes para o bem-estar social; e população precisa dessa vontade de potência.  Mas passado o festejo, o problema continuará. Embora o Rio seja o local onde a questão do narcotráfico é mais visível, trata-se de um problema nacional.

 Cannabis sativa
  
Infelizmente não tenho visto nenhum debate consistente na grande mídia sobre a questão do tráfico de substâncias ilícitas que largamente consumidas no Brasil e em todo mundo não islâmico, ligam-se a marginalidade. A inconsistência dos debates deve-se à falsa premissa de que a resolução do problema é eliminar o consumo e, com ele, os traficantes e toda sorte de mazelas trazidas por eles. A questão não é “tão simples”: envolve economia, consumidores, fornecedores, redes de distribuição, formas de comercialização. Para tratar do tema de maneira mais abrangente busquei dados oficiais sobre o consumo de substâncias psicoativas no Brasil.  Os dados aqui apresentados foram retirados de pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas e se encontram disponíveis no site http://www.senad.gov.br.

Muito embora a SNAD considere o álcool e o tabaco drogas psicoativas em nada separadas quanto a questões de saúde pública das drogas ilícitas, não os  abordarei, mas darei foco apenas a maconha e a  cocaína, por serem a base do que se denomina de narcotráfico no Brasil. Segundo a SENAD:
“Os dados do uso na vida de Maconha, em 2001, foram de 6,9% aumentando para 8,8% em 2005. Em comparação a outros países, foram próximos aos resultados da Grécia (8,9%) e Polônia (7,7%), porém muito abaixo do observado nos EUA (40,2%), Reino Unido (30,8%), França (26,2%), Alemanha (24,5%), Itália (22,4%), Chile (22,4%) e Suécia com 13,8% (CONACE, 2006; E.M.C.D.D.A., 2006; SAMHSA, 2006).”

Pelo dito acima, percebe-se que o brasileiro consome muito pouca maconha. Os Estados Unidos são um país de maconheiros. Os comportados súditos de Queen Elizabeth gostam de uma marijuana amuada, da mesma forma que franceses, italianos e (pasmem) o conservador povo chileno. Até mesmo na fria Suécia, o consumo de maconha é maior do que no Brasil. Nesse aspecto um detalhe técnico não especificado na pesquisa do SNAD deve ser mencionado. A maconha usada na Europa e em parte dos EUA é a Cannabis índica com teores de Tetraidrocanabinol (THC) bem superiores ao da Cannabis sativa consumida no Brasil.

Sobre o consumo de cocaína e crack a SENAD afirma:

“A prevalência sobre o uso na vida de Cocaína nas 108 maiores cidades do Brasil, em 2005, foi de 2,9% (equivale a 1.459.000 pessoas) e de 2,3% em 2001. Aquela porcentagem é relativamente próxima às encontradas na Alemanha (3,2%), porém bem inferior a países como EUA (14,2%), Reino Unido (6,8%), Chile (5,3%) e Itália (4,6%) (CONACE, 2006; E.M.C.D.D.A., 2006; SAMHSA, 2006).
Em relação ao uso na vida de “Crack”, a porcentagem foi de 1,5% para o sexo masculino, dados de baixa precisão quando da expansão, o que corresponderia a aproximadamente 371.000 pessoas do sexo masculino que já teriam tido contato com essa forma de cocaína. Esta porcentagem brasileira de 1,5% é bem inferior ao observado nos EUA com 3,3% (SAMHSA, 2006). O uso na vida de Merla (outra forma de cocaína) apareceu apenas com prevalência de 0,2%.”

Consumimos muito pouca cocaína. Novamente os estatudinenses são campeões, os súditos da Queen Elizabeth seguem firmemente na segunda posição e o Chile, imensa surpresa, consome mais que o dobro que o Brasil. Nosso consumo de crak é irrisório (embora cada vez mais evidente entre os moradores de rua). Já a merla (uma espécie de pasta de coca), simplesmente não deve ser levada em conta.

Dados não falam por si, mas podem se manifestar de maneira muito forte. Os acima apresentados mostram que consumimos muito pouco das principais drogas ilícitas usadas no ocidente. A questão é entender como um consumo tão baixo gerou e gera tanta violência.

A miséria não traz bondade nem beleza, mas fealdade, dor, violência e loucura. Dê-lhe uma atividade econômica rentável e ilegal e temos uma mistura nefasta em defesa de um interesse vital na sociedade: o interesse econômico. É que economia é vida...!

Tomando como exemplo a maconha, na cidade de Natal-RN, a venda de 50 gramas ao consumidor varia de 60 reais a 180 reais. A variação de preços depende de alguns fatores, sendo o principal (na verdade o determinante) a capacidade que o comprador tem de encontrar um fornecedor de qualidade: quanto melhor o fornecedor menor o preço (a lógica determinaria que fosse o contrário, mas não é). Um simples exercício matemático irá mostrar que a tais preços, o quilo de maconha é vendido ao consumidor entre R$ 1.200,00 e R$ 3.600,00. É muito dinheiro, pois a maconha vendida é mato sem qualquer tipo de agregação de valor. Não há nenhum produto da agricultura, da pecuária, da aquacultura, da pesca ou da produção de matéria prima para biocarburantes que consiga tanto dinheiro por um quilograma de produto (talvez a exceção seja o caviar russo feito de ovas de esturjão que devido à pesca excessiva se tornou uma atividade grandemente ligada à ilegalidade e marginalidade).

Com tanta lucratividade em jogo, mesmo com um público consumidor pequeno, podem matar todos os traficantes perigosos (aliás, devem ser mortos mesmo), mas surgirão outros, sempre. Também aqui a coisa é mais complexa. No sistema de venda de maconha, existem os traficantes não marginais (ilegais, claro, mas não inseridos no mundo violento da boca) que vivem numa linha tênue entre continuar o comércio que  sustenta a família - ou lhe serve de renda adicional -  cair em desgraça legal ou mesmo  com traficantes violentos. A alternativa de deixar a atividade não é fácil de ser tomada, pois estamos tratando de sobrevivência sócio-econômica num cenário onde tudo falta e caso o indivíduo saia do ramo, outro tomará o seu lugar. Ademais, esse tipo de vendedor é bastante procurado por consumidores com níveis de renda e escolaridades superiores (médicos, engenheiros, jornalistas, juízes, procuradores, padres, pastores, rabinos, políticos, etc.), pois dão a segurança de um ambiente de compra sem violência.

Apreensão de cocaína e crack


Da mesma forma com que o Estado retomou o poder de maneira brilhante no Rio de Janeiro, a manutenção desse poder não se sustenta por armas (nenhum poder se mantém por armas de forma consistente, e os impérios sabem disso, pois mataram, matam e matarão em tantas guerras passadas, presentes e futuras). É preciso também retirar do narcotráfico a produção e distribuição de maconha e cocaína, como uma das formas de intervenção direta no câncer que é econômico, desmantelando a estrutura de produção e distribuição que alimenta a bandidagem.

O mercado não mente. Atualmente, em todas as cidades de porte médio ou grande do Brasil, em qualquer loja de conveniência de postos de gasolina, bancas de revista e tabacarias, a venda de produtos para fumar maconha não apenas é totalmente liberada como bastante variada no que tange as marcas e qualidade dos mesmos. São cachimbos, papéis para fazer o cigarro de maconha, maquinetas para confeccionar o cigarro (para aqueles com poucas habilidades manuais), filtros, piteiras, destravadores etc. Se tudo isso está sendo vendido em estabelecimentos absolutamente legais, cujos proprietários não são consumidores (vendem, pois entenderam que existe um mercado consumidor para um tipo de mercadoria que dá lucro) é um sinal mais que evidente que vivenciamos um fenômeno bem brasileiro: a lei que não pega. E a lei não pega, pois vai de encontro à realidade da cotidianidade (é o mesmo fenômeno do aborto, só que bem mais aberto).

Particularmente não concordo com a liberação total do uso de maconha e cocaína pelo simples motivo de que, uma vez ocorrendo tal liberalização, a produção passará a ser industrial com todos os mecanismos de mídia para incentivar o consumo (negócio é negócio).   Isso acarretará um somatório problemas decorrentes do uso massificado de álcool e tabaco, ou seja, teremos mais substâncias psicoativas vendidas em larga escala. Mas não vejo nenhuma saída viável que não passe pela legalização sob controle forte do Estado da produção e consumo. Sob que forma seria feito isso? Bem, aí é outra questão a ser discutida (e muito discutida).

Los hermanos argentinos descriminalizaram o uso de maconha para consumo de adultos em ambiente privado desde que (obviamente) não cause riscos a terceiros. No México a questão vem sendo tratada de maneira muito inteligente, com o Estado atuando na forma de lei sobre o plantio comercial e para uso individual, importação, venda etc. QUANDO NÓS IREMOS TRATAR DA QUESTÃO? OU CONTINUAREMOS A MENTIR PRA NÓS MESMOS (É SEMPRE A PIOR MENTIRA).

sábado, 1 de janeiro de 2011

Desbanquemo Sarkosy

Por Dom Godofredo


O ano começou arretado!!!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Na posse da Rainha Dilma I do Brazil, o Primeiro Ministro Maquiavel Temer espantou o Planeta ao mostrar que como se não bastasse mandar muito, desposou uma beldade helênica, helenicamente vestida. Pia só...


Como se diz na terra dos potyguares: É PRA SE REIAR!!!!!!
Desde a musa do bunda mole do Jango (a estonteante Maria Tereza Goulart) que o Brazil não via nada parecido em BSB, o Olimpo verde e amarelo de onde se determina  o que é e o que deixa de é.

 Maria Tereza Goulart

Chega de brucutus, mocréias, lepréias, baiacus, donas marisas e afins! Fôda-se Sarcozy e sua linda coroa Carla Bruni

 Carla Bruni e Sarkozy

Sou mais a gatona de Maquiavel Temer ...27 anitos de pura e elegante sustança de Afrodite.  Ô véi de tiro certeiro...e cá pra nóis tudim:  eita bicho pra gostar de poder é essa maravilha felina chamada mulher!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


domingo, 21 de novembro de 2010

Presidenta ou Rainha?


Por Dom Godofredo

Tudo muda quando a festa termina. E isso para além do bem e do mal.

A festa começa com todo mundo lindo, organizado, belas roupas, perfumes, gestos e muiiiiito lero, com algumas verdades, meias verdades e mentiras sinceras (ou não), raspas e restos, pois tudo interessa na conquista. O negócio é ser melhor pra encantar. A festa vai e vem e, enfim, uns ganham, outros perdem e ainda outros nem ganham nem perdem, mas se satisfazem com o honroso jogo da sedução. Também tem aqueles que foram só por ir. 
Fim de festa...puts, ta todo mundo descabelado (os com cabelo no coco é claro),  a mulherada com todo aparato vastíssimo de maquiagem...sem maquiagem. Quem vence vai para a outra fase: se relacionará noutro espaço, mais íntimo. E aí vem a verdade. Se a onda ficar na cama é menos complicado, mas se evoluir para um relacionamento mais amplo, a verdade se expande numa reação em cadeia, pura energia, E =m c2 .
Depois da festiva vitória de Lula e seus aliados que elegeram Dilma a realidade do relacionamento entre a presidenta eleita e sua base aliada já é uma bomba termonuclear. Finda a festa o relacionamento, que nunca teve paixão, parece ser um casamento que começa pelo meio (se vacilar, pelo fim).
O PMDB é um partido de massas  que  também é possuidor de excelentes quadros de muito poder com vasta experiência histórica - Lula não foi demagogo ao reconhecer Sarney como um dos grandes gênios da política nacional. Como se não bastasse, o PMDB tem um Michel Temer como Vice-Presidente da República (um Maquiavel no melhor sentido e performance), e o líder Henrique Eduardo Alves,  ás político que é “apenas” o mais antigo parlamentar em exercício da Câmara dos Deputados. Isso pra ficar nas figuras de articulação mais visíveis. A lista de cobras criadas peemedebistas não cabe no Butantan.
Como no casamento de Dilma com o PMDB nunca houve paixão, como Dilma não é Lula que conseguiu o respeito como um verdadeiro líder junto ao PMDB  e como nesse tipo de casamento a vida matrimonial não é nada harmônica mas uma disputa permanente com possibilidades de todo tipo de cornagem...não poderia dar outra: os peemedebistas construíram os princípios de domínio do poder em "definitivo" tendo a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado da República (o que a imprensa já denominou de “blocão”). O PMDB tem agora um Vice-Presidente da República e terá os presidentes do legislativo bicameral. É uma construção de poder genial! Sendo tão genial como é e sabendo dos maquiavéis que estão jogando o jogo, não acredito que tanta genialidade foi obra do acaso, mas algo pensado antes mesmo do casamento.
A política é a mais nobre das artes pois define a existência cotidiana de toda a raça humana. Como na arte  tudo é possível, Dilma de presidenta está se transformando em rainha. Reinará sem governar com um vice-presidente Temer como primeiro ministro lastreado pelo poder parlamentar. O Brazil está criando uma Monarquia Republicana Parlamentar kkkkkkk!!!!!

      Coroação da Rainha Dilma I  
Ao lado da Rainha o  Vice-Presidente Primeiro Ministro Michel Temer
Sendo a Rainha vermelha a cor do desejo é vermelho carmim
NOVO SISTEMA POLÍTICO, NOVO SERIMONIAL


E o PSDB? Bem, como não existe nenhuma diferença programática efetiva entre o PSDB e o PT  (são os dois partidos social democratas relativamente bem definidos do Brazil), pode ser que a despenada (mas viva!) ave tropical seja a salvação para a saída de Dilma de sua inusitada  realeza com seu  retorno  a  almejada posição republicana! 
O rato do buracodoido enlouqueceu!!!!!!????? 
A vida não é linear e, obviamente, a política também não: são fractais. Serão 10 tucanos pingados no Senado que no aperreio farão a diferença. Na Câmara os tucanos possuem a terceira maior bancada com 53 aves, o PT  ficou com 88 espantadas estrelas vermelho carmim e o PMDB com 79 surucucus, jararacas e cascavéis.

 
God Save the Queen!

domingo, 14 de novembro de 2010

E AGORA MEU LOURO?



Terminadas as eleições presidenciais Lula venceu de maneira brilhante e elegeu Dilma. Que Dilma se metamorfoseie na imagem e semelhança da sua propaganda eleitoral e que dê sua contribuição para avançar ainda mais o Brazil no rumo de um sistema  verdadeiramente social democrata, jogando um balde de água gelada  na cara do gigante adormecido  pra ver se ele se liga! A presidenta eleita tem amor pelo Brazil e confiança na sua capacidade: os fatos históricos já provaram de sobra. Parabéns!

Uma grande questão pós eleitoral surge: qual caminho tomará o tucanato?

 A derrota tucana foi uma imensa lição. Mostrou que o partido que reconstruiu os pilares do Brazil que quer ser potência (reconstrução que não negou os momentos históricos de 1930 até o imediato pós-64, mas que tratou de redirecioná-los, pois o modelo anterior já tinha entrado em desuso)  não pode ser um partido sudestino,  majoritariamente paulista, com líderes  doutamente acadêmicos e elitistas, ou seja, sem carisma nenhum como tantos e tantos magníficos reitores. Sem falar que a social democracia do PSDB vem adquirindo a veracidade, coerência e conteúdo do zero trans impresso até em garrafa de água sanitária.
O PSDB precisa voltar a ser um partido social democrata, se nacionalizar e deixar de lado a péssima companhia do rinoceronte  DEMagogo.  E nesse processo, se colocar como oposição virulenta ao governo Dilma será a continuidade de todas as incongruências que levaram a duas derrotas eleitorais seguidas para o poder máximo e quase  único da República (o judiciário que funciona bem punindo lascados é um poder  títere do executivo e o legislativo um bezerrão babão pelas gordas tetas do Planalto).
O PT fez uma oposição desonesta e virulenta contra o PSDB na presidência. Assumindo o poder esse mesmo PT adotou quase na totalidade as reformas do período FHC, obviamente com ajustes. Por sua vez o PSDB com brios feridos, passou a fazer oposição sistemática ao PT que fazia uso das mesmas políticas do PSDB. É hora de parar com essa tolice! O que se está vivenciando é a continuidade da construção de uma social democracia de Estado e para o bem do Brazil há de se ter maturidade no trato dos obstáculos imensos que ainda persistem para torná-lo a potência mundial que tanto seu povo merece.
Obviamente que não se trata de alinhamento automático e/ou impensado, mas não dá mais para ser simplesmente oposição. Não tem mais o menor sentido! Que o PSDB no seu inevitável processo de reestruturação trabalhe seriamente a questão, pois sua oposição ferozmente infundada ao lado do DEMagogo deu no que deu. Por fim (que é o começo), há de se trocar o príncipe FHC (homem de suma importância, mas não mais capaz de conduzir o partido) por Aécio Neves, senador de uma tradicionalíssima escola política mineira; uma Minas Gerais de tanta história*  que adora a velha e ótima cachaça que Lula teve a sabedoria de, como homem do povo, não ter vergonha de gostar (Minas produz as melhores cachaças do Brasil) e que, ainda por cima, possui um imenso Nordeste, coisa que os paulistas têm medo e nojo.  

*Menos para os recifenses que são venezianos holandeses, descendentes diretos de Maurício de Nescau que tem gosto de festa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Transexual fotoshopada

                                           Mona Pós - http://novaeshumorarte.blogspot.com/




Nem Serra nem Dilma possuem propostas estratégicas para o Brazil. Não as tiveram no primeiro turno e agora (com a traição de vários partidos da coligação do PT, sobretudo do sempre pouco confiável PMDB) vale tudo e, por tudo, os Brazileiros recebem o nada televisivo eleitoral.
Não se discute mais o fato de que não votamos em candidatos (muito menos em propostas) em nenhum partido. Votamos em imagens fotoshopadas. Isso é em todo o Brazil e para todos os partidos políticos. É uma lástima tecnológica ludibriante que esse povo tropical seja tratado de maneira tão imbecil. Mas nessa aberração imagética toda,  nossos analistas encontraram o ápice: uma candidata transexual fotoshopada.
Como se não bastasse Dilma ser totalmente transmutada numa figura 20 anos mais nova, afável e simpática (impressionante rsrsrsrs), ela não é ela, mas ele. Dilma não é Dilma, mas Lula. Não se vota em Dilma nem ela é mais capaz de aparecer como candidata. Ela é Lula. Sendo assim, Dilmalula é uma transexual política fotoshopada.  Não se tem uma candidata, mas um presidente cuja imagem é misturada a de uma candidata sem identidade real. Não estamos querendo dizer que a candidata Dilmalula não seja íntegra ou sem compromisso com o Brazil. O problema é que ela não é ela, mas ele nela. No estado haitiano da Paraíba se diz que “essa coca é fanta”.
O povo do Brazil vota em quem afinal? Não é em Dilma, mas em Lula, como se Lula fosse ficar como predidente: não o será por 4 anos (pode vir a ser depois disso). A campanha perdeu, de vez, qualquer resquício de seriedade (chegou a ter um pouquinho no início). O que se tem, da maneira mais aberrante, é uma encarniçada luta pelo poder. Nesse exato momento Serra e Dilmalula devem estar vendendo a alma aos diabos das coligações e a cornagem eleitoral está comendo no centro.
Brazileiros, não se preocupem, pois Deus é Brazileiro kkkkkkkkkkk bela merda!!!!! Kkkkkkkkk e o PT voltou a ser seu partido messiânico. Pensávamos que era um vício do passado que tinha contaminado o PSDB. Pensávamos errado...marofa mofada da nisso rsrsrsrsrs.